“Chamo-me Marta, tenho (quase) 35 anos, nasci em Tomar (Ribatejo), mas há 30 anos que vivo em Almada. Sou casada, sou mãe de uma menina de 7 anos (que por sinal, é o ser mais lindo, por dentro e fora, que conheço), trabalho numa sucateira de segunda a sábado, 12 horas por dia (carrego e descarrego carrinhas com metais pesados, subo e desço carrinhas e ainda faço todo o trabalho de escritório e contabilidade), ainda tenho que ter tempo para amigos, ir à igreja (sim, sou menina de coro 😛 ), arrumar e limpar a casa, cozinhar, fazer os TPC’s/estudar com a miúda, viajar (na internet) e passar tempo de qualidade com quem amo. De tudo o que sou e de tudo o que faço, as minhas desculpas sempre foram a falta de tempo e a carga genética… Nunca tinha tempo para cuidar de mim, sempre estive ocupada a tomar conta dos outros. E toda a minha família sempre teve excesso de peso e eu habituei-me a dizer: “o excesso de peso é de família! é genético” Mal sabia eu que podemos “contornar” a nossa carga genética…

Desde os 7 anos, que sempre tive excesso de peso, mas nunca liguei, nunca achei que tinha que emagrecer, porque nunca tive nenhuma doença associada ao meu excesso de peso, nunca ouvi uma palavra feia direccionada a mim porque era GORDA (se alguém me disse, nunca liguei, esqueci), sempre tive os namorados que quis (tenham calma, não foram assim tantos), sempre vesti as roupas da moda, e sempre gostei de mim, sempre gostei de me arranjar. Desde pequena que a comida era o meu refúgio, o meu consolo. Sempre que tinha uma boa nota, os meus pais levavam-me a jantar fora, sempre que me sentia triste, os meus pais (mais o meu pai) dava-me um bolinho para me animar (eu sei que eles faziam isso, porque era o que sabiam, o que conheciam, e era uma maneira de demonstrarem o seu amor para comigo…). mas, todas estas coisas, contribuíam para eu ter cada vez mais peso, mesmo passando horas no ginásio. Depois quando me casei, e após o nascimento da minha bebé, ainda engordei mais, deixei completamente de me importar comigo e a saúde! O que importava era a saúde da minha menina. Afinal, cuidar de mim, perder tempo comigo era de um egoísmo imenso (pensava eu). Não sei ao certo, o que se passou desde que fui mãe até agora… pois, nesse tempo, perdi-me, com certeza. Mas, houve um dia (há 5 meses atrás), que comecei a ler a “publicação marcada”, quando uma amiga me colocou no grupo PALEO DESCOMPLICADO, sem eu nunca ter ouvido a palavra Paleo. Curiosa, consultei o site http://paleoxxi.com/ para ficar a conhecer tudo o que deveria aplicar à minha vida para conseguir o meu objectivo (a nível de quilos: 68! A nível de roupa: sentir-me bem a vestir um biquini). Nestes 5 meses, sempre fiz tudo da maneira mais simples, nunca compliquei, não estou horas a fio na cozinha a alterar receitas, sou prática e simples, com carne/peixe/ovos, legumes, azeite e sal para cozinhar/temperar… e consigo fazer refeições saudáveis, saborosas e que dão para a família (sim, porque a família embarcou comigo, levei-os de arrasto). Agua para me hidratar. Café para acordar 🙂

Confesso que comecei no dia em que me pesei (há anos que não o fazia) e tive noção de que 124 quilos, era tudo menos saudável. Nesse dia chorei… Apesar de não ter doença nenhuma associada ao meu peso (a não ser o facto de ser obesa mórbida) e ao meu estilo de vida, pensei na sorte que tinha em estar viva, em me poder mexer e não estar confinada a uma cama, de não tomar nenhum medicamento, na sorte de ter uma família que me ama e que amo, de ter uma filha saudável e na sorte de apesar de ter engordado 30 quilos desde que me casei, o meu marido continuava a estar do meu lado e nunca me tinha dito uma palavra menos feliz em relação ao meu peso… Sendo portanto uma sortuda, cabia-me a mim somente (afinal, ninguém pode fazer o meu caminho…) entender o meu corpo, entender o que estava a fazer mal comigo e mudar. Mudar de hábitos, mudar de perspectiva, mudar o que comia, mudar a maneira como via a comida, sim, porque tinha que mudar o que estava a fazer, se queria resultados diferentes, tinha que sair da minha zona de conforto (sim, porque a zona da conforto, é óptima, é segura, mas lá não acontece nada de extraordinário). Tinha que mudar pelo meu bem estar e saúde. E melhorar por aqueles que amo. E deixar-me de dar desculpas. Posso dizer-vos que em 5 meses, perdi 30 quilos (não quero achá-los, novamente) e 125 cm totais no corpo (ancas, cintura, peito, braço, perna). Nas fotos, pode não se notar, mas a diferença é imensa… Nunca mais acordei cansada, com dores nas articulações, durmo descansada, nunca mais tive falta de ar quando subo as carrinhas, sinto-me com força, não tenho borbulhas (tinha imensas na cara e principalmente no corpo) e acima de tudo, sinto que começo a pertencer ao meu corpo.

E em 5 meses, reverti o meu peso… há 10 anos que não pesava 94 quilos! Deixo uma dica para quem começa: rodeiem-se de boas leituras, de boas pessoas e de bons alimentos e o sucesso será garantido 🙂 #operaçãobiquini #rumoaos68″

Marta Pereira

As palavras e sobretudo o resultado da Marta enchem-nos de orgulho. A Marta e a sua família têm a possibilidade de ter um melhor futuro. E nós temos a felicidade de ser parte disso. Só posso agradecer por isso!

Francisco Silva

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