Conceito Paleo

“Paleolítico” refere-se ao período anterior à “descoberta” da agricultura. O que a nossa PALEO XXI propõe é uma aproximação ao regime alimentar (e de vida, se possível) ao qual nossa espécie está geneticamente adaptada. Da mesma forma que estamos geneticamente adaptados à gravidade da terra, à concentração de oxigénio da nossa atmosfera, à temperatura do planeta… pois estas são as condições que conduziram à nossa evolução! A “dieta” com a qual evoluímos moldou os nossos genes!

Não existe um único tipo de alimentação paleo. Hominídeos nómadas vaguearam por África e posteriormente por todos os continentes, comendo aquilo que estava naturalmente disponível. No litoral seria um predomínio de pescado. Nas savanas de caça. Por todo o lado complementada com folhas verdes, frutas silvestres e raízes (além de insectos e larvas).

Em locais como o círculo polar ártico, praticamente não havia vegetais disponíveis por pelo menos 6 meses. Em ilhas do pacífico, o coco chegava a compor mais da metade do consumo calórico. Mas mais importante do que as diferenças entre estas “dietas”, é o que todas têm em comum: a ausência de produtos refinados, alimentos processados e grãos de cereais.

É, para nós, evidente que alimentos aditivados, açúcar, refrigerantes, batatas fritas… não faziam parte da “dieta” ancestral. O que não é tão intuitivo assim é a ausência de grãos, pois sabemos que o trigo acompanha a civilização há muito.

Em resumo, com todas as variações geográficas e culturais para se seguir uma alimentação estilo paleo, devemos tentar:

  • Evitar o consumo de grãos (em especial as espécies com glúten)
  • Eliminar o açúcar processado e diminuir os açúcares naturais
  • Evitar alimentos processados, especialmente os que contém maus ingredientes e aditivos

Entendemos que este é um conceito que precisa ser adaptada aos tempos modernos. Afinal, é pouco provável que a maioria de nós pretenda consumir insectos e larvas ou caçar os animais selvagens com as próprias mãos!

A grande proporção de pessoas intolerantes à lactose atesta nosso despreparo evolutivo para lidar com lacticínios após a primeira infância. É totalmente lógico que se defenda a não necessidade de um adulto beber regularmente o alimento que a natureza destinou a bebés em crescimento e especialmente de uma espécie diferente! No entanto, para aquelas pessoas que não apresentam intolerância ou outra patologia, os lacticínios fermentados bem como a gordura do leite não parecem apresentar maiores problemas.

Os graves problemas associados ao consumo excessivo de hidratos de carbono atestam também uma incapacidade evolutiva para lidar com essa classe de macro-nutrientes, que foi escassa durante 99,5% da nossa evolução. O fato de que podemos sintetizar todos os hidratos de que necessitamos a partir de proteínas e triglicerídeos, também sublinha a quase ausência eventual dos mesmos no nosso passado paleolítico.

Sem sombra de dúvida que a simples eliminação total dos grãos (os normais pão, massa, farinha, biscoitos, etc…) fornece talvez 70% de todo o benefício de uma alimentação paleolítica, em termos não apenas de perda de peso, mas de controle de síndrome metabólica e de patologias auto-imunes.

No caso da busca pela perda de peso, o que recomendamos é um controle mais rigoroso dos hidratos de carbono ingeridos, optando por basear a alimentação em legumes, ovos, peixe e carne, juntando algumas frutas silvestres nas refeições principais, evitar lanches e não esquecer a água. Nesta fase deverão ser evitadas imitações de pão e bolos, frutas muito doces e bebidas adocicadas.

Por vezes pode ser difícil separar os conceitos paleo e low-carb. Aconselhamos a leitura da explicação do Dr. José Carlos Souto aqui.

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