A dúvida está mesmo a instalar-se! Leiam este artigo que saiu hoje no Jornal Público!

Clica para ler: Vamos declarar guerra ao glúten?

Um excerto interessante…

“O nosso medo terrível de comer gordura tem sido desde há muito um dos exemplos atrozes da falta de relação entre os factos nutricionais e os poderosos mitos que governam os nossos hábitos alimentares. Há décadas que as dietas com pouca gordura têm sido recomendadas para perder peso e prevenir doenças cardiovasculares. As empresas de alimentação alteraram milhares de produtos para os poderem rotular como baixo teor de gorduras, mas substituem essas gorduras por açúcar, sal e hidratos de carbono refinados, tornando-os ainda menos saudáveis. “Está provado que nada disto faz sentido”, diz Myhrvold. “A investigação mostra que a quantidade total de gordura na alimentação não está realmente ligada ao peso ou às doenças. O que interessa é o tipo de gordura e o total de calorias que se consome.” As gorduras más aumentam o risco de morte por doença cardiovascular e as boas diminuem-no.

A margarina é uma gordura má. Ainda assim, durante décadas os médicos aconselharam o seu consumo, em vez da manteiga, porque a manteiga está cheia de gordura saturada, que era considerada ainda mais perigosa do que a gordura da margarina. A suposição não foi testada até ao início da década de 1990, quando investigadores da Harvard School of Public Health começaram a analisar os dados do Nurses’ Health Study, que seguiu o estado de saúde de 90 mil enfermeiras durante mais de uma década. Concluiu que as mulheres que comiam quatro colheres de chá de margarina por dia tinham mais 50% de risco de doenças cardíacas do que aquelas que raramente ou nunca a comiam. Mais uma vez, a intuição seguida por tanta gente estava errada.”